domingo, 5 de abril de 2009

Fim de início...

Morre o dia.
As luzes das ruas que se acendem são quem me avisam.
A cidade entristece.
Torna-se viúva da claridade que parte, vestindo o seu manto negro de luto e pesar.
As cores se recolhem
Você dorme,
Parece não querer perceber que em pouco tempo morre o encontro.
Meus olhos vigiam cada segundo.
Percebo que falta pouco
O relógio do tempo não sabemos fazer parar
Foram menos que poucos dias
Coisa de loucura
Dessas que a gente faz para depois pensar o que fez
Ninguem sabe o meu destino
Onde fui, com quem estou...
Sabem de mim, mais perto.
Em uma cidade que criei um nome, onde fingi estar.
Mas, você que agora dorme me sabe ao seu lado
Ela também sabe, por confiança.
Enquanto escrevo percebo o negro da noite apossar-se ainda mais das cores da cidade
Parecem até invandir o meu quarto, passando pela janela de vidro.
Hoje estamos aqui.
Em um ontem bem perto éramos apenas imagens de janelas, dessas de vidros do mundo moderno.
Foi tanto tempo de janela, me diz você que foram três anos.
Te conheci de vermelho no cabelo,
Me acostumei a ti.
Olha onde paramos...
Em seu mundo, longe do meu...
Aqui sou fantasma
Nunca vim, ninguém nunca soube... a não ser você que agora dorme.
Poucas horas faltam para que eu parta, saia do sonho
Para que eu volte ao meu mundo e te veja de novo pelas vidraças...
Logo serão três horas...
Não esquecerei você
Parte sua irá comigo ao mundo real.
A parte boa
Aquela que nao deixarei de lembrar.
Aqui, na terra do nunca, onde sou fantasma, as coisas acontecem...
Quem sabe eu ainda volte.
Quem sabe eu ainda possa me tornar fantasma outras vezes.
Ainda estou aqui, mas sei que me perderei de você quando o relógio tocar às três...

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