Estava alí para isso.
Tentando correr atrás desse tempo que há tempos se perderá em algum lugar do seu próprio eu.
Não sabia como seria...
Se apenas pelo período de um tempo embriagante - após as 04h e tal.
Sabia apenas que alí chegara com a opção de viver...
De continuar sendo feliz.
Ser feliz, nesse momento, nada mais era que uma escolha.
Escolha de aproveitar o frio debaixo do edredon...
Ou quem sabe escolha de dormir mais um pouquinho, enquanto a hora chegava.
Poderia também apenas puxar a cortina e olhar pela janela de vidro - única barreira que lhe cortava o elo com o mundo real, que lhe separava dos espaços das pessoas que caminhavam pelas ruas nostálgicas.
Era fim de dia...
As claridades do dia cediam pouco a pouco espaço para e penumbra da noite que estendia seu manto negro pelos telhados das paredes de concreto.
Luzes de postes incadescentes uma a uma ia acendendo, disputando o domínio da claridade com os últimos raios de sol que se deitavam preguiçosos na linha do horizonte...
Era tempo da noite.
Tempo do coração.
Tempo de deixar para trás o tempo que se perdeu
Tempo de olhar para dentro, de contar o que restou...
Tempo de correr risco - ainda que os mais ousados, do tipo que assombra o corpo e alegra a alma.
Era também tempo de escrever, de registrar impressões...
Tempo de sufocar-se com a ânsia de viver...
Tempo... nadamais que isso... apenas tempo...
Mas, não era tempo de chorar o que se foi, o que poderia ter sido.
Não era tempo de perceber que fora feliz e não sabia.
Ou ainda de fazer planos para ser feliz futuramente.
Era tempo do tempo presente. Desse tempo que vivemos agora...
Esse tempo que faz contar as batidas do coração, que faz desejar uma bebida gelada.
Era tempo...
Tempo apenas de recuperar o tempo de ser feliz!
Carpe diem!


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