terça-feira, 31 de março de 2009

Assumindo o ser nada!


Hoje, estou aqui para falar de nada!
Mas, não de um nada vazio de conteúdo... aquele nada que nos referimos quando queremos dizer que alguém "falou, falou e não disse nada"!
Pretendo falar de um nada mais concreto. Um nada que apesar da subjetividade que carrega em si mesmo é dotado de uma magnitude substancial.
O nada não é apenas a negação da exisência de algo, o vazio completo.
Ele também representa as oportundades negadas, a falta de escolha, a ausência de nós mesmos.
Quantas vezes temos assumido a passivadade do nada por não nos encontrarmos dentro de um universo que somos nós mesmo? Nesses momentos parecemos ser uma alma que habita um corpo estranho, que se encontra desprovida do sentido da existência...
Ser esse nada dói, e não dói por causa do outro, devido a falta de alguém ou algo importante, mas dói pela falta que sentimos de nós mesmos, pela falta do prazer da nossa própria companhia, pela falta do bem estar da nossa aparência, pela falta do amor próprio, pela falta de cor da nossa alma.
Quem nunca viveu esse fase do nada ser?
Eu ja vivi...
Acredito que muitos de nós já vivemos, afinal é uma condição humana...
Mas, esses momentos do sentir-se vazio são importantes para a nossa maturação, para a reflexão das nossas escolhas, tomadas de atitudes, enfrentamento da realidade.
Sentir-se nada é condição fundamental para nos tornarmos aquilo que desejamos, apossar-se daquilo que viria nos completar. Às vezes o ser nada é a única opção que temos para aprender!
Se nesse momento você se sente um nada. Não se julgue incapaz. Reflita. Acredite. Aceite-se. Mature-se...

Desperta deste casulo que lhe tolhe os movimentos, que lhe aprisiona a alma, lhe torna crisálida...
Não tema romper a casca (há de se ter coragem para isso).
Por fim verá que o grande desafio era apenas encarar você próprio e não o mundo lá fora. Afinal não importa de fato o que os outros pensam sobre a gente, importa mais o que pensamos sobre nós mesmos, importa aquilo que assumimos ser.
Vença os desafios!
Crie asas.
Ainda podemos deixar de ser nada.
Alce os vôos das borboletas, adentre os portões da liberdade, colha as flores da existência.

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